Pessoas Desaparecidas

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Taciana Barbosa de Carvalho

July 11th, 2008 · Sem comentarios · Desaparecidos

A Polícia de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, investiga o desaparecimento de uma corretora de seguros de 32 anos, que está grávida de oito meses. Cartazes com a foto da mulher e o telefone do disque-denúncia foram espalhados pela cidade na tentativa de conseguir pistas.
Taciana Barbosa de Carvalho sumiu no dia 11 de maio, dia das mães, e teria sido vista pela última vez perto do terminal de ônibus do bairro Rio Doce.

Familiares, amigos e colegas de trabalho da corretora Taciana Barbosa de Carvalho, 32 anos, realizaram uma nova passeata, na tarde desta sexta-feira (11/07/08), pelas ruas de Olinda, no Grande Recife.
A mobilização, que marcou os dois meses do desaparecimento da corretora, grávida de oito meses, contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas. A passeata saiu da Praça Pedro Jorge, em Casa Caiada, e seguiu até o Terminal de Rio Doce.
Quem tiver informações pode ligar para o Disque-Denúncia, no telefone (81) 3421-9595. Não é preciso se identificar.

Família de grávida desaparecida há dois meses pede punição

Sofia Costa Rêgo Especial para o JC OnLine Os familiares da corretora Taciana Barbosa de Carvalho, 32 anos, desaparecida desde o dia 11 de maio, participaram da Vigília pelo fim da violência contra a mulher, realizada pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco na tarde desta terça-feira (29), em Paulista. Já sem esperanças de que ela esteja viva, querem, ao menos, a punição do policial militar Marcos Antônio de Medeiros, principal suspeito de ter seqüestrado a corretora no Dia das Mães. A Polícia Militar já abriu processo para expulsá-lo da corporação. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas, por ameaçar testemunhas durante o inquérito, manter serviço clandestino de segurança privada e por induzir a moça a fazer um aborto. Segundo a mãe de Taciana, Fátima Barbosa, sua filha conhecia Marcos há mais de cinco anos, mas só falou dele para os parentes depois que descobriu a gravidez. “Ele disse que, para o bem dela, era melhor tirar a criança. Ele ligou para ela no Dia das Mães, dizendo que queria lhe dar um presente. No dia seguinte, como ela ainda não havia voltado pra casa, eu liguei para ele e perguntei onde tinha posto minha filha. Marcos disse que só tinha visto Taciana bem rápido e lhe dado uma caixa de chocolates. Na terça, ele apareceu na minha casa dizendo que nunca teve relação sexual com ela. Nós não acreditamos mais na possibilidade de ela estar viva, mas temos fé na justiça para que ele perca a farda e seja julgado como civil, sem benefícios”, disse Fátima. De acordo com o irmão de Taciana, Valdemir Barbosa, essa não foi a única vez que o policial foi até a casa da família. “Na quinta-feira, depois que as notícias já estavam correndo na mídia, ele voltou lá dizendo que a gente tinha virado a vida dele de cabeça para baixo. Minha mãe também recebeu ligações anônimas, ameaçando-a de morte. Depois disso, fomos à Corregedoria pedir proteção”, revela. Ele conta que Taciana deixou de sair com Marcos quando soube que ele era casado. “Ele dizia que o filho não era dele, mas ela queria provar que era. Minha irmã era louca para ter um filho, pois já havia perdido dois quando era casada, por aborto natural. Depois que ela soube que estava grávida, passou a fazer tratamento hormonal para conseguir sustentar a gravidez. Ela estava morando sozinha, mas voltou pra casa quando soube da gravidez”, afirma. A coordenadora colegiada do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Joana Santos, considera importante a mobilização social puxada pela família da corretora. “O fato de ele ser policial também requer responsabilidade política por parte da instituição. Não é só a polícia que tem que se envolver nesse processo, mas também o Ministério Público, a Defensoria Pública, entre outros. Não é só responder se ela está viva ou não, mas ter uma resposta da justiça para o caso”.

Fonte: http://www.saobentodosul.com/news/jc.php


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