Pessoas Desaparecidas

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Reencontro após 44 anos emociona irmãs

July 20th, 2008 · Sem comentarios · Desaparecidos

Aposentada de 70 anos que reside no interior reencontrou em Cidade Gaúcha uma irmã, hoje com 49 anos, com quem havia perdido o contato após uma separação na família

A aposentada Marina Barboza, 70 anos, que mora em Jandira (São Paulo), conseguiu reencontrar na última semana uma irmã que mora em Cidade Gaúcha, com quem não tinha contato há mais de 40 anos. Incomodada pela saudade da irmã, dona Marina procurou a prefeitura de sua cidade e pediu ajuda no gabinete do vice-prefeito Miro Táxi para reencontrar a irmã Judite Barboza, hoje com 49 anos, de quem não recebia notícias há 44 anos.
Um funcionário da prefeitura paulista se prontificou a ajudá-la e começou a manter contatos na tentativa de encontrar a irmã desaparecida. No mesmo dia o servidor municipal – de nome Garcia – telefonou para a prefeitura de Cidade Gaúcha pedindo informações à telefonista. Ele perguntou se alguém conhecia uma senhora Judite Barboza, que hoje estaria com 49 anos. Garcia tinha informações que indicavam que ela poderia residir em Cidade Gaúcha.
A telefonista tentou um contato com uma mulher com o mesmo nome da irmã de Marina, que de fato reside em Cidade Gaúcha, porém não havia a certeza que se tratasse da mesma pessoa que estava sendo procurada. Através do telefone de um familiar foi possível encontra-la. Na semana seguinte, dona Judite foi até a Prefeitura de Cidade Gaúcha para saber quem a procurava. Conversando com servidores do município, confirmou que realmente tinha uma irmã com quem havia perdido contato e disse nem imaginar como e onde poderia encontrá-la.
Foi quando a telefonista retornou a ligação para Jandira (SP) e as duas irmãs puderam conversar. Numa rápida conversa por telefone elas combinaram se encontrar em Cidade Gaúcha, e assim aconteceu. Dona Marina veio ao Paraná acompanhada de um filho e uma nora. O reencontro entre Marina e Judite Barboza aconteceu na última sexta-feira (11) e emocionou todos que puderam testemunhar. Após fraternos abraços e muitas lágrimas, a família prometeu não mais perder o contato.

Pessoas desaparecidas
Uma série de fatores pode levar familiares a perderem contato entre si. Separação dos pais, adoções, abandono de crianças, adolescentes que fogem de casa vítimas de maus tratos, problemas amorosos ou sonho de uma vida melhor, até mesmo raptos ou seqüestros, ou crianças que simplesmente se perdem dos pais são apenas algumas das possibilidades de separação que diariamente acontecem no seio da família brasileira.
Em todo o caso, o primeiro passo é comunicar as autoridades policiais e registrar o desaparecimento. Depois esperar notícias. Mas quando as notícias não chegam o jeito é agir. Muitos apostam na divulgação de notícias na mídia (rádio, TV e jornais) e na distribuição de panfletos. Algumas entidades e empresas privadas colaboram, publicando fotos de pessoas desaparecidas em rótulos de produtos, tickets de pedágio e também na internet, uma ferramenta muito útil para a busca de parentes perdidos.
Vários sites oferecem apoio a quem procura por pessoas com quem se perdeu o contato. Em uma visita rápida nos serviços de busca é possível encontrar dezenas de sites e, acessando-os, centenas e talvez milhares de nomes e detalhes de pessoas sendo procuradas por familiares. Um deles é o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), no endereço www.cnpd.org.br. Porém, nem sempre é possível o reencontro como aconteceu com as irmãs Barboza, em Cidade Gaúcha.

Como e onde procurar
1) O primeiro lugar onde procurar uma pessoa desaparecida é próximo ao local de desaparecimento, pergunte a todos, aqueles que se encontram no local e aqueles que estão passando pelo local. Se for o caso, volte no dia seguinte, no mesmo horário do desaparecimento e repita novamente as mesmas perguntas, àqueles que se encontram no local e a aqueles que estão passando pelo local, se possível, leve uma fotografia da pessoa desaparecida e faça uma descrição das roupas que esta pessoa estava usando.
2) Se for durante um trajeto, faça e refaça o trajeto, perguntando a todos se tem alguma informação, pare e entre em todos os comércios, bares, postos de gasolina, etc., no trajeto e pergunte a todos. Se for o caso, volte no dia seguinte, no horário do desaparecimento, e repita novamente todas as mesmas perguntas a todos.
3) Procure na casa de todos os seus parentes (sogros, tios, primos, etc.) mesmo daqueles mais afastados e peça ajuda deles para procurar, quanto mais gente procurando, maiores as probabilidades de se encontrar a pessoa o mais rapidamente possível.
4) Procure junto a todos os amigos, de escola e de trabalho, de preferência, vá pessoalmente. No caso de crianças e adolescentes, explique seu problema e peça aos pais destas crianças ou adolescentes que interroguem seus filhos ao chegar em casa, e que informem imediatamente caso descubram alguma coisa. No caso de colegas de trabalho, interrogue a todos, aqueles que trabalham com a pessoa, seus amigos, chefes, subordinados, os seguranças, as secretárias, etc. e em todos os casos, peça a eles sempre se tem uma idéia ou uma sugestão onde poderia encontrar ou quem poderia ajudá-lo a encontrar a pessoa desaparecida.
5) Visite todas as delegacias de polícia, plantões policiais, os hospitais, os pronto-socorros, as clínicas, o corpo de bombeiros (e o resgate), o institutos médico legal de sua cidade ou das cidades do trajeto da pessoa desaparecida. Se não encontrar, registre o boletim de ocorrência informando às autoridades o desaparecimento da pessoa (não é necessário esperar 24 horas, o B.O. pode ser feito a qualquer momento).
6) Acompanhe o inquérito policial e colabore com as autoridades, seja franco e sincero, não esconda nada e forneça sempre o máximo possível de informações, repasse todas as pistas, exponha todas as suas teorias e informe-os de tudo o que descobrir, souber o vier a saber,
7) Depois disto, repita o procedimento de busca, visitando hospitais, delegacias e os institutos médicos legais de todas as cidades em torno, de sua residência ou de seu local de trabalho e do trajeto efetuado pela pessoa desaparecida.
8) Se a pessoa desapareceu efetuando um trajeto, organize batidas a pé em todos os terrenos baldios, campos, florestas, obras e construções abandonadas no trajeto,
9) Avise os órgãos de imprensa, televisões, rádios, jornais de sua cidade e de sua região.
10) Imprima cartazes com um telefone para contato ou denuncias, e espalhe por todos os locais movimentados de sua cidade e no trajeto efetuado pela pessoa desaparecida, nas escolas, fábricas, escritórios, rodoviárias, etc.
11) Faça o cadastro da pessoa desaparecida no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.
12) Peça ajuda a todas as ONG (organizações não governamentais) de sua cidade, seu estado ou do país.
Fonte: http://www.ilustrado.com.br/noticias.php?edi=200708&id=00000008

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