O caso do desaparecimento de Madeleine McCann mobilizou o mundo. Celebridades do futebol, da literatura e até o Papa se envolveram na busca da garota de quatro anos que sumiu do quarto de um resort português no dia 3 de maio.
O caso Madeleine mobilizou, mais do que tudo, a imprensa. O caso virou novela nos jornais – não só nos diários britânicos, mas em todo canto do planeta. Mas nenhuma linha foi dita, por exemplo, sobre a adolescente angolana do norte de Londres que sumiu há um mês.
Também passam desapercebidos pela imprensa e pelo Papa – embora ocorram com uma freqüência assustadoramente maior – os casos de desaparecimentos de crianças no Brasil. Cerca de 40 mil ao ano somem sem deixar qualquer pista, segundo o governo brasileiro. Seja por desestruturação familiar, rapto, seqüestro, maus tratos, crianças e adolescentes brasileiros ou fogem ou são levados de suas casas sem que a mídia denuncie ou sem que suas famílias recebam apoio popular.
Em um país com mais de 180 milhões de habitantes, encontrar uma criança, que muitas vezes não sabe o nome ou telefone dos pais, é uma tarefa quase impossível. Para tentar contonar a situação, a Secretaria Especial de Direitos Humanos do governo criou a Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças Desaparecidas (Redesap). No site,as famílias podem incluir fotos e dados de menores desaparecidos.
Algumas vezes, os pais deixam de dar baixa nas delegacias quando as crianças são encontradas, por isso é difícil alcançar um número exato de quantas são as crianças e os adolescentes desaparecidos no Brasil. As estimativas variam de acordo com a fonte. Só a Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas, mais conhecida como Mães da Sé, tem um cadastro de 5 mil crianças que estão longe de suas famílias.
A Associação existe desde 1996. Foi criada por iniciativa de duas mães, Ivanise Esperidião da Silva e Vera Lúcia Gonçalves, que se conheceram quando estavam em um grupo de mães de crianças desaparecidas convidado a participar da gravação da novela Explode Coração, da TV Globo.
Na época, a novela mostrava a história de uma personagem cujo filho havia sumido. Decidida a encontrá-lo, ela resolve se juntar ao movimento Mães da Cinelândia, um grupo de mães que se reunia no bairro da Cinelândia, Rio de Janeiro, com fotos e cartazes de crianças desaparecidas, na esperança de que alguém que as visse pudesse dar alguma pista do paradeiro de seus filhos. Ao final da novela, 113 pessoas haviam sido encontradas, entre crianças, jovens e adultos.
Ivanise e Vera decidiram, então, criar em São Paulo um movimento semelhante, dando origem às Mães da Sé. Sempre aos segundos domingos de cada mês, elas se juntam na Praça da Sé (bem no centro da cidade) para repetir o gesto e a esperança das Mães da Cinelândia.
No Paraná, desde 1995, existe o Sicride, Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas. O órgão é subordinado à Polícia Civil e tem como função centralizar o registro e a apuração dos casos de crianças desaparecidas no estado. Um dos trabalhos mais interessantes desenvolvido pelo Sicride é o envelhecimento digital – recurso por meio do qual tenta-se recriar em computador a imagem que a pessoa teria atualmente através de fotos da criança e de parentes próximos.
Guilherme Caramês Tiburtius foi uma das primeiras crianças a ter sua foto envelhecida digitalmente para facilitar sua busca. O menino desapareceu em 17 de junho de 1991, aos 8 anos, em Curitiba. A família espalhou fotos do garoto por todo o país e seu rosto é um dos mais conhecidos entre as crianças desaparecidas no Brasil. Entretanto, até hoje, Guilherme nunca foi encontrado.
Outro caso que ficou famoso no Brasil, tanto pelo desaparecimento quanto pelo reencontro da criança, foi o de Pedro Braule Pinto. Seqüestrado da maternidade em 1986, com apenas algumas horas de vida, o menino foi criado em Goiânia, a 200 km de Brasília onde moram seus pais biológicos.
Pedrinho, como ficou conhecido, foi levado pela ex-empresária Vilma Martins e criado como seu filho legítimo até que, em outubro de 2002, a neta do suposto pai de Pedrinho desconfiou, após ouvir algumas conversas de Vilma, de que o menino não seria filho natural da empresária.
Após uma busca no site Missing Kids, ela constatou a semelhança entre Pedrinho e Jayro Tapajós, pai verdadeiro do menino. Feita a denúncia ao SOS Criança de Brasília, a Polícia Federal passou a investigar o caso.
Em novembro do mesmo ano, Pedrinho fez o teste de DNA que confirmaria sua identidade e daria início ao processo de reintegração à sua família e ao inquérito policial contra Vilma Martins, por seqüestro e falso registro.
Com a investigação do caso, descobriu-se ainda que outra suposta filha de Vilma também seria uma criança seqüestrada em 1979. Registrada como Roberta Jamilly Martins Borges, a jovem Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva também foi levada da maternidade por Vilma Martins, 48 horas após seu nascimento. Esse caso chamou bastante e atenção da imprensa, mas nenhuma criança desaparecida virou novela como o caso Madeleine. Aliás, pouco é divulgado na imprensa do Brasil sobre casos de desaparecimento. Madeleine talvez seja hoje a criança em maior evidência na mídia brasileira.
Sejam casos famosos ou anônimos, para as famílias que têm um filho desaparecido, a vida segue com um buraco em suas histórias, deixado pela falta de alguém que nunca se sabe se voltará ou não.
A maior esperança destas famílias é que alguém, em qualquer lugar, possa dar alguma pista sobre seus filhos. Existem diversos sites de divulgação de pessoas desaparecidas, com fotos, dados pessoais, descrição das roupas que usavam na última vez em que foram vistas e o nome de familiares que buscam por elas. O caso Madeleine McCann nada mais é do que uma gota no oceano que virou uma tempestade midiática.
Bernard, 23 anos, teve esquizôfrenia diagnosticada aos 18, recebia tratamento ambulatorial no Instituto de Psiquiatria do Brasil, na Urca, Rio de Janeiro -RJ.
Bernard precisa de medicamento contínuo, olanzepina, conhecido como Zyprexa, 20mg ao dia.
Saiu de casa no dia 1º de Junho de 2008, e desde então sua família não sabe de seu paradeiro. Ao sair de casa levou algum material de camping e poucas roupas.
Depende de medicamento, e perde o apetite depois de muitos dias sem a medicação.
Pode estar bem abaixo de seu peso neste momento e com comportamento alterado.
Florianópolis, 25.07.2008:
Bernard foi visto pela população de Campeche, no Litoral Sul da Ilha de Florianópolis, alimentado por pescadores há 20 dias atrás.
Na última semana, foi alimentado por motoristas de taxi no Terminal Rita Maria de Florianópolis e também visto na loja de Fast Food “Bob’s”.
Florianópolis, 27.07.2008:
Bernard foi visto por moradores de rua no Terminal de ônibus urbanos, no centro de Florianópolis e registrado pelas cameras do Terminal.
É provável que esteja acampado em algum lugar,
ja que o mesmo esta de posse de algum material de camping.
Maria Aparecida de Oliveira, 58 anos, residente em Cássia, Estado de Minas Gerais, procura pela cunhada, Márcia Lima Duarte (foto), 47 anos, que pelas últimas informações encontra-se vagando pelas ruas de São Paulo.
Segundo informações da sra. Maria Aparecida, a sua cunhada possui transtorno mental e saiu de casa em agosto de 2007 apenas com a roupa do corpo. A única notícia que teve até hoje é de que a cunhada esteve no Bairro de Tatuapé em São Paulo. Como curadora legal e responsável pela tutela da cunhada ela disponibiliza os seus contatos e pede que qualquer informação seja enviada aos seguintes contatos.
E-mails: vivianechiriato@gmail.com
Tel: (035) 3541-2861 Divulgação feita a pedido de familiar.
Data de nascimento: 10/06/43
Data do desaparecimento:18/07/08
Cor parda, olhos castanhos, cabelos encaracolados e grisalhos 1,60 de altura e por volta de 50 kg.
Ele é surdo-mudo e possui vitiligo nas mãos.
Quando desapareceu estava trajando blusa preta e marrom, calça verde e boné preto.
Local do desaparecimento: Praça Ramos de Azevedo com a Rua Coronel Xavier de Toledo no Centro da Cidade de São Paulo.
Após consulta no Hospital das Clínicas, desapareceu. Faz uso de medicamentos controlados. contatos: (11) 2681-6265 / 9805-3389 falar com Cecilia.
De A Tribuna On-line
A Prefeitura de São Vicente vai auxiliar famílias na busca de seus parentes e na prevenção ao desaparecimento. A informação foi dada na manhã desta quarta-feira, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de São Vicente, durante lançamento do serviço permanente S.O.S. Desaparecidos.
Os interessados em fazer cadastro de pessoas desaparecidas já podem comparecer à Secretaria de Cidadania e Ação Social (Secias), na Rua José Bonifácio, 404 - 1ª andar, no Centro, informando o nome completo, idade, a data e o local onde a pessoa foi vista pela última vez, além de apresentar uma foto recente do desaparecido.
O site www.saovicente.sp.gov.br/sosdesaparecidos será disponibilizado depois de entregues os cadastros, que também podem ser feitos pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social à Crianças e Adolescentes (CREAS), que fica na Rua Ipiranga, 25, no Centro, telefones (13) 3469-8575 e 3468-7322. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social a Adultos e Idosos (CREAS) igualmente está preparado para cadastrar pelo telefone (13) 3568-8033.
Prevenção - Ensinar à criança seu nome completo, endereço e telefone, e os nomes dos pais e irmãos; providenciar sua carteira de identidade; e conhecer seu tipo sangüíneo e o fator RH, são algumas das orientações que estarão disponíveis para os pais no site do serviço.
As escolas, que são responsáveis por crianças, também serão orientadas pelo site, que vai indicar alguns cuidados que as instituições de ensino devem ter para evitar o desaparecimento de alunos. Impedir que a criança saia com pessoas não autorizadas pelos responsáveis, e observar o ambiente nas proximidades da escola, comunicando qualquer fato suspeito, imediatamente, à Polícia Militar, pelo telefone (13) 3227-5858.
A servidora pública Jandira Aparecida Oliveira Lemes, 53, está enfrentando sérias dificuldades para encontrar a filha Josiele (foto), 22, que encontra-se desaparecida há mais de um mês.
As dificuldades são imensas, pois Jandira está cuidando dos três filhos de Josiele, todos menores de 7 anos e ainda tem que encontrar tempo para encontrar a filha e cumprir seu horário no serviço público.
Os últimos acontecimentos não têm sido nada fáceis para a mãe de Josiele. Na última sexta-feira, ao ir procurar pela filha em um bar do bairro da Balsa, dona Jandira acabou presa pela Polícia Militar.
Segundo ela, ao deixar as crianças dentro do carro, ela entrou no bar onde a filha era sócia juntamente com outro homem de nome Orlando. A Polícia disse que ela estava bêbada e havia esquecido as crianças no veículo em uma zona de baixo meretrício.
Levada para a Central, Jandira foi liberada sem pagamento de fiança, e as crianças levadas ao Lar do Bebê, de onde foram liberadas somente no dia seguinte. Além do constrangimento, Jandira ainda ficou sem o salário mensal de R$ 1 mil que teriam sido levados pelos policiais militares na hora da prisão.
“Fui presa por uma policial militar que queria mostrar serviço. Estava tentando encontrar minha filha e acabei sendo presa. Minhas netas não param de chorar de saudades da mãe e não tive escolha senão tentar encontrar a Josiele”, lamenta. Além de ficar sem o dinheiro, a vítima ainda ficou sem algumas chaves de sua residência.
Sem dinheiro e sem um único celular (levado pela filha), dona Jandira não sabe a quem apelar para reencontrar Josiele. “Toda vez que ligo para ela, o telefone cai na caixa de mensagem. Temo que algo esteja acontecendo a ela, pois a Josiele é minha filha única e as crianças choram de saudades dela todos os dias”, conta a mãe desesperada.
O inferno astral de dona Jandira é composto ainda com a iminência da perda da guarda dos netos pela Justiça e ainda pelo endividamento, pois o dinheiro que teria sido subtraído pelos policiais militares serviria para pagar as contas do aluguel, prestação do carro e outras despesas.
Madeleine MacCan de 3 anos, desapareceu do apartamento onde dormia no complexo turístico Ocean Club, na praia da Luz, no Algarve, em 3 de Maio de 2007.
A notícia chocou Portugal, a Inglaterra e o mundo.
Os pais e amigos que os acompanhavam deram o alerta e rapidamente dezenas de pessoas, funcionários do complexo turístico e polícia procuravam a menina nas imediações.
Os portugueses envolveram-se profundamente nesta historia e ninguém decerto ficou indiferente ao desaparecimento desta criança tão pequenina, tão loirinha e que todos carinhosamente chamavam “pequena Maddie”.
Nesta investigação de 14 meses foram gastos milhares de euros do estado português, estiveram envolvidas 400 pessoas nas buscas e divulgação de cartazes com a fotografia da menina, 300 polícias, foram realizadas 12 000 diligências, foram inquiridas cerca 700 pessoas e constituídos 3 arguidos, Robert Murat e os pais da Maddie, Kate e Gerry MacCan.
O processo foi esta semana arquivado e ao que tudo indica a culpa morreu solteira!
O desaparecimento da Maddie sempre esteve envolvido em muito mistério e em suspeitas nunca esclarecidas, desde a estranheza do rapto que os pais sempre defenderam, à imensa influencia politica que os MacCan despertaram, à frieza aparente de Kate, às analises enviadas para Inglaterra que nunca estavam prontos e que no fim se mostraram inconclusivas, ao suposto uso de calmantes para as crianças dormirem, aos vestígios de sangue e ao odor a cadáver que os cães farejaram no apartamento e no carro dos MacCan, e muitos outros pormenores no mínimo estranhos.
Foram investigadas as hipóteses de rapto, morte natural e homicídio com ocultação de cadáver, mas não foram encontradas provas de nenhum destes crimes e consequentemente não foram encontrados culpados.
Pode haver de facto muitas dúvidas que ainda pairam nas nossas cabeças, mas há contudo uma certeza que ninguém pode negar.
Os principais culpados do desaparecimento da pequena Maddie são os pais, que deixaram três crianças pequenas a dormir sozinhas num apartamento, num país estrangeiro, e que calmamente foram jantar com os amigos no restaurante.
Independentemente do que aconteceu à menina, estes pais não são responsabilizados?
Não deveriam estes pais ser acusados do crime de exposição ao abandono ou no mínimo de negligência?
Se fosse um casal português que deixasse os filhos em casa a dormir para ir jantar e uma criança desaparecesse as consequências seriam as mesmas? Certamente já estariam com um processo em tribunal e a segurança social já teria actuado no sentido de proteger os outros filhos da irresponsabilidade dos pais.
Estranho poder este do casal MacCan, que saem desta história inocentes, que envolveram meio mundo atrás da filha desaparecida, conseguiram arrecadar milhares de euros e ainda ponderam processar o estado português!
Na pagina da Internet da Policia Judiciaria, há informações sobre 10 casos de crianças desaparecidas em Portugal e que ainda não foram encontradas, de entre os quais Rui Pedro e Rui Pereira.
Será que tudo foi feito para encontrar estas crianças, tal como para encontrar Madeleine MacCan?
Subsistem as dúvidas e fica a pergunta.
O que aconteceu a Madeleine MacCan?
Resta-nos esperar que algum dia a verdade seja conhecida.
Informações pessoais
Nome da Mãe: Zoraya Pereira Lima
Data de nascimento: 27/06/1998
Data de desaparecimento: 18/07/2008
Local do desaparecimento: Bairro Colégio/RJ
A família da menina Ana Paula Pereira Lima, 10 anos, que desapareceu na última sexta-feira, na zona norte do Rio de Janeiro, procurou no mesmo dia a 40ª Delegacia de Polícia (Honório Gurgel). Contudo, os parentes foram erradamente orientados a esperar 72 horas.
Os pais procuraram, então, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, no centro da cidade, onde conseguiram registrar a ocorrência no mesmo dia. De acordo com a Lei 11.259/2005, o registro de desaparecimento de menores e a procura pela polícia devem ser imediatos.
A menina desapareceu logo depois de deixar o irmão, três anos mais novo, na Escola Amapá, no Barro Vermelho. O coordenador do programa SOS Crianças Desaparecidas, Luiz Henrique de Oliveira, acredita que as características do caso indicam que a criança possa ter sido seqüestrada.
Os pais percorreram vários hospitais e abrigos da região em busca de informações sobre o paradeiro da menina. “Ela levaria só 15 minutos a pé para voltar para casa. Mas ficaria no apartamento de uma amiguinha, no meio do caminho, na Estrada do Colégio, em Colégio. O porteiro disse que a viu passar direto. Eram mais ou menos 13h30″, contou a mãe, a diarista Zoraya Pereira Lima, que trabalhava em Vila Isabel no momento do desaparecimento.
Hoje, há 120 crianças desaparecidas no Estado do Rio. Em 12 anos de funcionamento, o Programa SOS Crianças Desaparecidas localizou 2,3 mil menores, índice de 84% de sucesso. Informações sobre o paradeiro de Ana Paula podem ser passadas pelo telefone 2286-8337.
Retrato falado de suspeita de levar menina
A tetemunha contou que viu a mulher no portão com a filha quando chegava em casa.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3025363-EI5030,00-Rio+divulgado+retrato+falado+de+suspeita+de+levar+menina.html
RIO - Bombeiros do quartel de Saquarema localizaram, na manhã desta sexta-feira, o corpo de um homem que pode ser do tecladista Francisco Chagas Junior, conhecido como Chico, que estava desaparecido desde a madrugada de sábado, depois de fazer uma apresentação em em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói. O corpo, que estava com os documentos do músico, junto ao carro Fiat Uno preta, placa KMW 1064, que Francisco dirigia quando foi visto pela última vez, está em estado avançado de decomposição. Ele foi localizado na Rodovia Amaral Peixoto, no bairro Alvorada, em Saquarema. Segundo os bombeiros, tudo indica que Francisco foi vítima de um capotamento.
O músico Francisco das Chagas Sousa Junior, 31 anos, está desaparecido desde a madrugada do último sábado. Ele foi visto pela última vez às 3h40m, depois de sair de um show no Hotel Tio Sam, em Camboinhas, em Niterói (RJ), onde se apresentou com a banda Brasília, durante uma festa de casamento.
O músico estava ao volante de seu carro marca Fiat Uno ano 2008, modelo 4 portas, cor preta, placa KMW 1064 . O veículo também está desaparecido. Sousa Junior ia para casa, em São Francisco, na mesma cidade. A mãe dele, a atriz Jamaica Chagas, contou que o filho saiu de casa às pressas para a apresentação e esqueceu documentos pessoais e do carro.
Desaparecido há 212 dias, Luiz Eduardo Gonçalves, o Dudu, deixa de ser um “caso” investigado para ser mais um número na estatística, como não solucionado. O Caso Dudu, que comoveu Mato Grosso do Sul, teve o auto de investigação “engavetado”, reclama a família do menino.
O pai de Dudu, Roberto Gonçalves, disse que há 60 dias não existe uma movimentação qualquer por parte da polícia para investigar o desaparecimento. “Acho que a polícia não está mais preocupada. Não estão mais ligando para o caso”, afirma. O caso saiu da mídia e “eles não estão procurando; apenas querem saber de pessoa que vá até eles. Eles ficam esperando”, acrescenta.
É Roberto que todos os dias, recomeça a busca pelo filho que desapareceu no dia 22 de dezembro de 2007. Ele afirma que tem certeza que o filho foi levado para longe. “A esperança minha como pai é de meu filho voltar vivo. Tenho plena esperança que está vivo, mas levaram ele para longe. Só que a polícia não procura saber”, afirma.
Outro caso de grande repercussão e ainda mais antigo, o da adolescente Marcela Conceição Souza, de 15 anos, que sumiu em setembro de 2004, continua sem solução e não desperta mais interesse da polícia.
Nacional - A angústia de pais sul-mato-grossenses, sem solução para o sumiço dos filhos, é a mesma sentida por gente em todo País. Até a presidente e fundadora da Associação Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos, que busca a filha há quase 13 anos, teve o caso arquivado. “Procuro minha filha há quase 13 anos. Em 2004, descobri através de um delegado que o auto de investigação estava arquivado. Se eu for lá, tenho certeza de que vou encontrar meu caso arquivado novamente”, afirma.
Conforme a Associação Mães da Sé, 204 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil.
Ivanise diz que a busca de desaparecidos não é prioridade para a polícia. “Quando você tem um veículo roubado e vai registrar, automaticamente cai no registro nacional, não importa nem o ano do carro, se é velho ou novo. Tem cadastro único de veículos e não tem de desaparecidos. Está tudo errado. O desaparecimento é coisa muito séria e quem tem poder de mudar não muda. É uma luta solitária”, diz.
Problema social - Em 13 anos, a Associação cadastrou 7.3 mil crianças desaparecidas. Até 31 de março, 2.007 haviam sido encontradas (1.825 foram encontradas vivas, 182 mortas). “É um problema social muito sério”
Segundo ela, quando mais rápida começa a busca, maior é a chance de encontrar a pessoa desaparecida. “A Lei de Busca Imediata não é cumprida. Você vai para a polícia e o delegado não faz a ocorrência de imediato. Ele diz: ‘volte daqui a 24 horas’. Ele não faz a ocorrência de imediato porque não é filho dele”, afirma.
O mesmo ocorreu com Dudu, a polícia só entrou no caso três dias após o desaparecimento, ocorrido perto do recesso de natal.
A presidente da Associação de Mães da Sé explica que o primeiro passo para quem procura um desaparecido é ir à polícia, além de fazer buscas por conta própria. Ela diz ainda que os pais não devem perder a esperança porque existem casos de pessoas que são encontradas muitos anos depois.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil garante que o caso não foi arquivado, mas admite que não existe qualquer novidade sobre o desaparecimento do menino, aos 11 anos.
Foto de arquivo de protesto das
Mães da Praça de Maio em
Buenos Aires, Argentina
BUENOS AIRES (AFP) — A Câmara de Representantes do Congresso dos Estados Unidos ordenou a abertura dos arquivos em poder do serviço secreto americano sobre os desaparecidos durante a última ditadura argentina (1976-83).
O anúncio foi feito em Buenos Aires pelo embaixador argentino nos Estados Unidos, Héctor Timerman, junto com o secretário de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde, depois de se reunir com a presidente Cristina Kirchner.
A medida, aprovada pelos parlamentares americanos, centraliza-se “na abertura de arquivos secretos em temas vinculados ao golpe de Estado de 1976, ao Plano Condor (de coordenação entre as ditaduras do Cone Sul) e no roubo de crianças filhos de pais desaparecidos na Argentina”, disse.
O diplomata precisou que o projeto de lei responde a uma iniciativa do representante por Nova York, Maurice Hinchey, “com a alegação de que a Argentina reabriu os processos judiciais sobre violações aos direitos humanos” durante a ditadura que deixou 30.000 desaparecidos, segundo números de entidades humanitárias.
Durante o regime militar, teriam sido roubadas 500 crianças nascidas durante o cativeiro de suas mães desaparecidas, das quais 90 foram encontradas e recuperaram sua identidade.
O embaixador argentino recordou que a presidente Kirchner havia se reunido em janeiro com Hinchey e outros representantes americanos, aos quais pediu o “desarquivamento dos documentos da inteligência dos Estados Unidos” sobre o tema.
Durante o anúncio, na Casa de Governo, estiveram reunidas a presidente da organização Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, e representantes dos grupos Netos (recuperados) e de Mães da Praça de Maio.
RIO - Junto à cama, Patrícia Amieiro de Franco, de 24 anos, colecionava seus sonhos. No topo da lista, a engenheira desaparecida após suposto acidente, na Barra, pedia um bom emprego. Na seqüência, pedia ao destino que lhe reservasse um bom carro. Na lista dos desejos, a jovem que gostava de dançar e jogar baralho, mantinha os votos que ela fazia para a vida inteira: paz e tranqüilidade.
- Ela tem no armário, preso perto da cama, tudo o que ela sonhava. Em primeiro, pedia um bom emprego, mas tirou, porque já estava no que queria. O carro ela já tinha, mas preferia ter um Ecosport. Depois, ela escreveu paz e tranqüilidade - contou a mãe, Tânia Márcia Amieiro, de 51 anos.
- É uma forma de ela memorizar os objetivos. Ela escreveu tudo que queria conquistar e ia riscando - disse a mãe, que se refere à filha como “minha princesinha”.
Nascida após os pais terem dois rapazes, Patrícia sempre foi o xodó.
- Ela tinha um corpinho de garota de Ipanema, não era magricela… Adorava praticar esportes e jogar futevôlei na praia - disse, orgulhoso, o pai Antônio Celso de Franco, de 54 anos.
Foi com ele que Patrícia fez a última refeição antes de ir para o show no Morro da Urca, no dia 14 de junho. Celso ainda brincou com a filha:
- Ela sempre foi muito agitada. Vivia esquecendo as coisas. Neste dia, ela estava com pulseira de argola e como estava correndo, ela fazia barulho. O pai até brincou: parece uma vaquinha balançando o sino - lembrou Tânia.
Desabafo em carta
Na última segunda-feira, quando completou um mês do sumiço da engenheira, uma das amigas de Patrícia, Carolina Araújo, enviou uma carta de desabafo às demais amigas.
“Cadê o final da história da Patrícia? A sensação é de que ela vai voltar e dizer que tá tudo bem! Só que ela não volta! Quando o dia começa, o sentimento é de esperança que ela apareça, que ela volte, que alguém tenha alguma notícia sobre aquele dia! Mas aí anoitece e tudo continua na mesma. A noite traz a impunidade!!!! O que aconteceu? Por quê? Onde ela está?”, pergunta a amiga. (Leia abaixo a íntegra da carta.)
Certeza de que engenheira não estava no carro
Abraçada aos bichos de pelúcia de Patrícia, Tânia faz um pedido, com a voz embargada:
- Desejo minha filha de volta para ter de novo a nossa família inteira. Quando ela voltar eu vou dar uma festa e reunir todos os amigos.
A certeza de que a filha está viva é o que alimenta Celso e Tânia.
- Acredito que ela tenha sido abordada, raptada, e alguém levou o carro. Mas ela não estava naquele carro, não estava… Não tem nem cabelo. Só pegaram um fiapo. E pancada solta cabelo. Isso não está no laudo, mas tenho certeza que ela não estava lá. Podia ter qualquer pessoa - diz Celso.
PMs não viram nada
O carro de Patrícia foi encontrado com perfurações de pistola 40, 9mm e 380, nas margens do Canal de Marapendi. Segundo os policiais militares que presenciaram o suposto acidente, o carro bateu num poste e despencou pela ribanceira, a 15 metros da Auto-Estrada Lagoa-Barra. Os cabos William Luis do Nascimento e Marcos Paulo Nogueira Maranhão, do 31 BPM (Recreio), no entanto, disseram que Patrícia já não estava no veículo, quando chegaram ao carro.
- A chance de ela ter caído junto com o carro é pequena, mas não pode ser descartada - disse o titular da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), Marcos Reimão, onde o desaparecimento é investigado.
Leia a carta escrita por Carolina Araujo, amiga da engenheira Patricia Amieiro, desaparecida após bater de carro
Extra Online
RIO - Leia a íntegra da carta escrita por Carolina Araujo, amiga da engenheira Patricia Amieiro Franco, de 24 anos, desaparecida desde a madrugada de 14 de junho após bater de carro na Barra da Tijuca. Ela enviou a carta para amigos e parentes da jovem, quando o sumiço dela completou um mês:
Rio, 14 de julho de 2008.
“Eu não sei se isso adianta alguma coisa, mas hoje completa 1 mês que estou me sentindo uma IDIOTA.
“Há 30 dias atrás, nesse mesmo horário, era uma sexta-feira comum de Junho. E como de costume falei com as meninas sobre o que fazer no final de semana. Pat tinha a idéia fixa da festa Junina do Morro da Urca. Ela falou disso a semana inteira. E por algum motivo maior, que eu tbm não sei explicar, não fui. Nos falamos umas 6 vezes naquela sexta e eu não podia imaginar que seriam as últimas vezes que eu falaria com ela. Infelizmente eu fui acordada, por volta das 8h de sábado, por uma ligação insistente e a partir dali percebi que não teria mais a mesma tranquilidade de sempre. Junto com o desaparecimento da Pat veio a falta de sono, o medo, o choro, a tristeza, a agonia, a dor, a impunidade e muitas outras questões ainda não esclarecidas.
“Aquela cena parecia um filme de ação, mas na verdade era de terror. Tudo aquilo mexeu com o emocional das pessoas que, por ela, têm um sentimento. E quem tem o privilégio de conhecer a Pat sabe que nada daquilo combina com ela. O que aconteceu? Porque? Onde ela está? A gente quer a Pat viva, a gente quer a Pat morta, mas a gente quer a Pat!!!!!
“É uma agonia terrível não saber o que aconteceu. A gente precisa dar dignidade a essa história!!!! Dar dignidade à Patrícia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Alguém, por favor, ainda tem coração???? Não suportamos mais a idéia do “NÃO SABER”. O que é isso???????????????
“O tempo tá passando e continuamos sem solução, nada muda, as pessoas vão se calar e vai ficar por isso mesmo. NÃO!!! CHEGA!!!!
“Um carro cheio de tiros e ng sabe de nada? Ng viu nada e uma jovem desaparece?????? Cadê????????????? Isso, além de tudo, é uma questão de segurança!!!!!!!!!!!!!!!!!
“Hoje completa 30 dias que estamos sofrendo, estamos rezando, estamos tentando continuar. Mas peraí, continuar o que??? Não dá pra continuar!!!!!!! Quando uma pessoa morre naturalmente é muito triste, é sofrido, é ruim. Quando uma pessoa tem a vida interrompida, além de tudo isso, é cruel. Mas quando uma pessoa desaparece é perturbador, é terrível, é uma pergunta sem resposta, é um VAZIO!!!!!!!!!!! A gente precisa de todo aquele ritual pra entender que a pessoa não está mais entre nós e que vai ficar com Deus. Hoje eu descobri que essa cultura alivia a nossa dor, vc chega ao fim da história. Cadê o final da história da Patrícia????????????????? A sensação é de que ela vai voltar e dizer que tá tudo bem!!!! Só que ela não volta!!!
“Cada vez que a foto dela aparece na tv ou no Jornal, destrói a gente mais um pouquinho. É uma dor lenta!!!! É uma dor a mais! Quando o dia começa, o sentimento é de esperança que ela apareça, que ela volte, que alguém tenha alguma notícia sobre aquele dia!!! Mas aí anoitece e tudo continua na mesma. A noite traz a impunidade!!!!
“Só ela pode contar a verdade!!!!!!!!! Mas ela não tá aqui!!!! Será que vão permitir que ela conte??????? É muita crueldade!!!!!! É alguma coisa que não dou nome…… Pq não saberia explicar!!!
“Que ironia…. De madrugada, com essa violência toda, quando a gte chega ali e vê a placa “Sorria! Vc está na Barra!” vc pensa: “Pronto… cheguei em casa!!! Tô segura!!” Ainda mais pq tem um carro da polícia que tá ali pra te proteger!!!!! Hoje, eu passo ali com medo, com raiva e com dor!!!!
“A Pat é uma menina muito querida, ela é engraçada, é simpática, linda, inteligente, com um empregão, apaixonada e com um namorado louco por ela tbm, uma família animada onde tudo vira motivo pra festejar. Não foi só a Pat que desapareceu!!!! Um pouco de todos nós tbm!!!! Eu não quero sentir culpa por seguir em frente sem saber se ela tá viva, morta, sofrendo ou se recuperando em algum lugar, ou o que quer que seja!!! Quem pode nos ajudar????????? Quem??????? Eu não quero mais 30 dias como esses!!!!!! Isso não é justo!!!!
“A Pat é um sorriso estampado na cara e não uma lágrima de dor!!!!!!!”
Aposentada de 70 anos que reside no interior reencontrou em Cidade Gaúcha uma irmã, hoje com 49 anos, com quem havia perdido o contato após uma separação na família
A aposentada Marina Barboza, 70 anos, que mora em Jandira (São Paulo), conseguiu reencontrar na última semana uma irmã que mora em Cidade Gaúcha, com quem não tinha contato há mais de 40 anos. Incomodada pela saudade da irmã, dona Marina procurou a prefeitura de sua cidade e pediu ajuda no gabinete do vice-prefeito Miro Táxi para reencontrar a irmã Judite Barboza, hoje com 49 anos, de quem não recebia notícias há 44 anos.
Um funcionário da prefeitura paulista se prontificou a ajudá-la e começou a manter contatos na tentativa de encontrar a irmã desaparecida. No mesmo dia o servidor municipal – de nome Garcia – telefonou para a prefeitura de Cidade Gaúcha pedindo informações à telefonista. Ele perguntou se alguém conhecia uma senhora Judite Barboza, que hoje estaria com 49 anos. Garcia tinha informações que indicavam que ela poderia residir em Cidade Gaúcha.
A telefonista tentou um contato com uma mulher com o mesmo nome da irmã de Marina, que de fato reside em Cidade Gaúcha, porém não havia a certeza que se tratasse da mesma pessoa que estava sendo procurada. Através do telefone de um familiar foi possível encontra-la. Na semana seguinte, dona Judite foi até a Prefeitura de Cidade Gaúcha para saber quem a procurava. Conversando com servidores do município, confirmou que realmente tinha uma irmã com quem havia perdido contato e disse nem imaginar como e onde poderia encontrá-la.
Foi quando a telefonista retornou a ligação para Jandira (SP) e as duas irmãs puderam conversar. Numa rápida conversa por telefone elas combinaram se encontrar em Cidade Gaúcha, e assim aconteceu. Dona Marina veio ao Paraná acompanhada de um filho e uma nora. O reencontro entre Marina e Judite Barboza aconteceu na última sexta-feira (11) e emocionou todos que puderam testemunhar. Após fraternos abraços e muitas lágrimas, a família prometeu não mais perder o contato.
Pessoas desaparecidas
Uma série de fatores pode levar familiares a perderem contato entre si. Separação dos pais, adoções, abandono de crianças, adolescentes que fogem de casa vítimas de maus tratos, problemas amorosos ou sonho de uma vida melhor, até mesmo raptos ou seqüestros, ou crianças que simplesmente se perdem dos pais são apenas algumas das possibilidades de separação que diariamente acontecem no seio da família brasileira.
Em todo o caso, o primeiro passo é comunicar as autoridades policiais e registrar o desaparecimento. Depois esperar notícias. Mas quando as notícias não chegam o jeito é agir. Muitos apostam na divulgação de notícias na mídia (rádio, TV e jornais) e na distribuição de panfletos. Algumas entidades e empresas privadas colaboram, publicando fotos de pessoas desaparecidas em rótulos de produtos, tickets de pedágio e também na internet, uma ferramenta muito útil para a busca de parentes perdidos.
Vários sites oferecem apoio a quem procura por pessoas com quem se perdeu o contato. Em uma visita rápida nos serviços de busca é possível encontrar dezenas de sites e, acessando-os, centenas e talvez milhares de nomes e detalhes de pessoas sendo procuradas por familiares. Um deles é o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), no endereço www.cnpd.org.br. Porém, nem sempre é possível o reencontro como aconteceu com as irmãs Barboza, em Cidade Gaúcha.
Como e onde procurar
1) O primeiro lugar onde procurar uma pessoa desaparecida é próximo ao local de desaparecimento, pergunte a todos, aqueles que se encontram no local e aqueles que estão passando pelo local. Se for o caso, volte no dia seguinte, no mesmo horário do desaparecimento e repita novamente as mesmas perguntas, àqueles que se encontram no local e a aqueles que estão passando pelo local, se possível, leve uma fotografia da pessoa desaparecida e faça uma descrição das roupas que esta pessoa estava usando.
2) Se for durante um trajeto, faça e refaça o trajeto, perguntando a todos se tem alguma informação, pare e entre em todos os comércios, bares, postos de gasolina, etc., no trajeto e pergunte a todos. Se for o caso, volte no dia seguinte, no horário do desaparecimento, e repita novamente todas as mesmas perguntas a todos.
3) Procure na casa de todos os seus parentes (sogros, tios, primos, etc.) mesmo daqueles mais afastados e peça ajuda deles para procurar, quanto mais gente procurando, maiores as probabilidades de se encontrar a pessoa o mais rapidamente possível.
4) Procure junto a todos os amigos, de escola e de trabalho, de preferência, vá pessoalmente. No caso de crianças e adolescentes, explique seu problema e peça aos pais destas crianças ou adolescentes que interroguem seus filhos ao chegar em casa, e que informem imediatamente caso descubram alguma coisa. No caso de colegas de trabalho, interrogue a todos, aqueles que trabalham com a pessoa, seus amigos, chefes, subordinados, os seguranças, as secretárias, etc. e em todos os casos, peça a eles sempre se tem uma idéia ou uma sugestão onde poderia encontrar ou quem poderia ajudá-lo a encontrar a pessoa desaparecida.
5) Visite todas as delegacias de polícia, plantões policiais, os hospitais, os pronto-socorros, as clínicas, o corpo de bombeiros (e o resgate), o institutos médico legal de sua cidade ou das cidades do trajeto da pessoa desaparecida. Se não encontrar, registre o boletim de ocorrência informando às autoridades o desaparecimento da pessoa (não é necessário esperar 24 horas, o B.O. pode ser feito a qualquer momento).
6) Acompanhe o inquérito policial e colabore com as autoridades, seja franco e sincero, não esconda nada e forneça sempre o máximo possível de informações, repasse todas as pistas, exponha todas as suas teorias e informe-os de tudo o que descobrir, souber o vier a saber,
7) Depois disto, repita o procedimento de busca, visitando hospitais, delegacias e os institutos médicos legais de todas as cidades em torno, de sua residência ou de seu local de trabalho e do trajeto efetuado pela pessoa desaparecida. Se a pessoa desapareceu efetuando um trajeto, organize batidas a pé em todos os terrenos baldios, campos, florestas, obras e construções abandonadas no trajeto,
9) Avise os órgãos de imprensa, televisões, rádios, jornais de sua cidade e de sua região.
10) Imprima cartazes com um telefone para contato ou denuncias, e espalhe por todos os locais movimentados de sua cidade e no trajeto efetuado pela pessoa desaparecida, nas escolas, fábricas, escritórios, rodoviárias, etc.
11) Faça o cadastro da pessoa desaparecida no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.
12) Peça ajuda a todas as ONG (organizações não governamentais) de sua cidade, seu estado ou do país.
Fonte: http://www.ilustrado.com.br/noticias.php?edi=200708&id=00000008
A polícia espanhola intensificou a busca para encontrar a brasileira Ozana Maria dos Santos, que desapareceu em 19 de março de 2006 na ilha mediterrânea de Mallorca, no arquipélago de Baleares.
Suzanne Maria de Moura, filha de Ozana, fez a denúncia do desaparecimento esta semana, e viajou para a Espanha para procurar a mãe, informaram neste sábado (19) fontes policiais.
Ozana Maria dos Santos, que tinha 48 anos na época e morava na localidade maiorquina de Inca, tinha saído de casa na manhã de 19 de março de 2006, um domingo, para ir à festa de aniversário de uma menina, disseram as fontes.
Aparentemente, a mulher desaparecida comprou doces e uma boneca para a garota, que a chamava de “avó″.
As fontes policiais afirmam que a mulher “foi, com toda certeza”, ao aniversário e centram agora seu trabalho na localização dos pais da menina, para saber onde aconteceu a festa, assim como as últimas pessoas que a viram.
A Guarda Civil pediu a colaboração da população para resolver o caso, pelo que solicita que quem possa ter informações sobre Ozana entre em contato com as autoridades.
Fonte: Globo online
Operações policiais expõem os métodos dos
pedófilos para atrair crianças via computador
Sandra Brasil
Uma dezena de ações policiais nos últimos tempos tem chamado atenção para o crime monstruoso do abuso sexual de crianças, classificado genericamente como pedofilia. Na Polícia Federal, foram seis grandes operações nos últimos três anos, sendo a mais recente a Arcanjo, realizada em Roraima no começo de junho, na qual entre os oito presos havia dois empresários, um major da PM e o procurador-geral do estado, Luciano Alves de Queiroz, exonerado após a detenção. A Polícia Federal também prendeu em plena biblioteca do Ministério do Planejamento, em Brasília, o corretor de imóveis Gusmar Lages Júnior, 45 anos, que usava os computadores à disposição do público para enviar e-mails com imagens de pornografia infantil. Na Polícia Civil de São Paulo, um pavoroso acervo de imagens de computador foi apreendido com Márcio Aurélio Toledo, 36 anos, operador de telemarketing e pai-de-santo em um terreiro de candomblé, para onde atraiu boa parte de suas vítimas.
Dono do site de relacionamento Orkut, um caminho pelo qual pedófilos têm circulado impunemente, o Google já abriu 3 261 álbuns e páginas privadas do site e concordou em liberar outros 18 330 à Comissão Parlamentar de Inquérito instalada em março para tratar do assunto. De janeiro a junho deste ano, a SaferNet Brasil, organização não-governamental que combate a pedofilia e a pornografia infantil, registrou 26 626 denúncias de ação de pedófilos, quase o dobro do total do mesmo período em 2007. Na Polícia Federal, o número de inquéritos relacionados a esse tipo de crime saltou de 28, em 2000, para 165, no ano passado. Aumentou a pedofilia ou aumentou a ação da polícia? Ambas aumentaram, e o denominador comum é a internet – a rede tanto abriu um campo novo e prolífico para os pedófilos quanto expôs mais o tipo de violência que estes perpetram, possibilitando punições mais freqüentes. “Só neste último mês recebemos 3 000 denúncias, e a maior parte delas envolve a internet”, informa Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI do Senado.
A pedofilia é um transtorno sexual – a atração por crianças – que há sessenta anos, sob o número F65.4, faz parte da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde. Quando praticada, transforma-se em crime que assombra as famílias: todos sabem que são parentes ou conhecidos próximos os responsáveis pelos abusos mais freqüentes. Nesta reportagem, tratamos de casos que ocorrem fora da rede familiar, em que o pedófilo é um predador sexual de longo alcance. O papel da internet nesse mundo foi, basicamente, o de facilitar o acesso a crianças e reunir em uma espécie de comunidade pessoas que, pela repugnância universal que seus atos despertam, só muito raramente tinham contato mútuo. “Na internet, o pedófilo tem a ilusão do anonimato e a sensação da impunidade”, diz o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares. Ele atrai suas vítimas em salas de bate-papo e sistemas de comunicação popularíssimos entre crianças, como o MSN e o Orkut (veja o quadro). Usando apelidos infantis como “vanessinha10″ e “thiago8″, passa-se por criança. O terreno é fértil: em maio, pesquisa do Ibope/NetRatings constatou que, de 23 milhões de pessoas que acessaram 43 bilhões de páginas na internet, 2 milhões tinham entre 6 e 11 anos. Freqüentemente, o pedófilo se integra a sites fechados para troca de pornografia – cenas mais explícitas chegam a custar o equivalente a 150 reais, pagos com cartão de crédito internacional – e até de justificativas distorcidas para seu transtorno. “No Império Romano, era comum sexo entre adultos e crianças. Os imperadores tinham várias crianças para satisfazer suas vontades”, diz um deles. “A internet estimula a ação do pedófilo porque é lá que ele encontra seus semelhantes”, avalia Sérgio Suiama, coordenador do grupo de combate aos crimes de internet do Ministério Público de São Paulo.
Divulgação/Hospital Pérola Byington
“Bem feito”: desenho de uma vítima em tratamento
A prisão de Márcio Toledo, em São Paulo, rendeu à polícia um dos mais aterrorizantes retratos da ação de pedófilos no Brasil com crianças brasileiras – apreensões de computadores em outras operações desvendaram cenas igualmente hediondas, mas a maioria provinha do exterior. Toledo fazia e oferecia sexo com crianças, em troca de relações com os interessados nas abominações, e compartilhava as imagens que obtinha. A polícia passou apenas quatro dias interceptando seus telefonemas. “Tínhamos autorização judicial para fazer escuta durante um mês, mas, na primeira oportunidade de uma criança ser violentada, nós o prendemos. Ele estava acompanhado de outro homem, a quem havia oferecido sexo com um menino de 8 anos”, conta o delegado Ricardo Guanaes. “Tenho uma filha de 4 anos e outra de 5. Como eu explicaria para o pai do menino que ia ser violentado que eu sabia do encontro e não fiz nada porque precisava de mais provas?” Por provas entenda-se evidência de produção e distribuição de pornografia infantil, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, estupro ou atentado violento ao pudor, previstos no Código Penal. No Brasil, a posse de imagens e as conversas aliciadoras não são qualificadas como crimes. A CPI da Pedofilia encaminhou ao plenário do Senado um projeto de lei para mudar essa distorção, mas ainda não há data de votação.
O computador de Toledo continha cenas com dez crianças, mas não havia como divulgá-las. “Dependíamos da iniciativa de pais que soubessem que seus filhos tinham alguma relação com o sujeito”, explica Guanaes. Apenas um se apresentou: um vendedor cujo filho de 9 anos freqüentava o terreiro de Toledo havia dois, levado pela mãe. O vendedor assistiu às gravações – ou ao que conseguiu ver antes de desmoronar – e identificou o menino numa cena em que era submetido a relações sexuais com dois homens. A polícia pôde indiciar Toledo a partir do seu depoimento, confirmado pelo filho, que está sob acompanhamento psicológico. “Márcio dizia que, se ele não fizesse sexo, a mãe morreria de câncer. Chegou a pegá-lo na escola para um encontro com um homem”, disse o pai a VEJA.
Em casos de pedofilia fora da esfera familiar, é comum que os pais sejam os últimos a saber. “Os pais têm dificuldade de entender os sinais que os filhos passam. Se a criança tenta contar, eles duvidam dela. Não fazem isso por maldade, mas porque é difícil acreditar que uma pessoa tão próxima esteja fazendo algo tão cruel com alguém tão indefeso”, diz a psicóloga Daniela Pedroso, 34 anos, que há dez anos atende crianças vítimas de violência sexual no Hospital Pérola Byington, em São Paulo. Em 2007, 805 meninas e meninos de até 12 anos foram encaminhados ao serviço, que recebe, em média, setenta novas crianças por mês e utiliza brincadeiras e desenhos no diagnóstico e no tratamento das pequenas vítimas. Apesar do estigma, ainda existe certa tolerância cultural em determinados meios, em especial quando as pequenas vítimas são muito pobres e os criminosos dispõem de algum tipo de poder. “No Brasil, a pedofilia anda nas colunas sociais, tem mandato, veste toga, tem patente, anda com a Bíblia e reza o terço. É um monstro pior do que o narcotráfico”, alerta, consciente do peso de suas palavras, o senador Malta. O procurador-geral exonerado em Roraima chegou a ter três encontros com menores em um único dia. A polícia documentou sua ida a um motel com uma menina de 6 anos. É quase impossível ler os detalhes do depoimento da criança sem passar mal. Cadeia e execração social parecem pouco para os perpetradores desse tipo de crime, mas são os instrumentos de que a sociedade dispõe para puni-los. Sempre.
As contas de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que chegam às casas de 6 milhões de mineiros, todos os meses, passam a trazer fotos de pessoas desaparecidas. A cada emissão das cobranças serão duas imagens diferentes. Apesar de não informar qual é o universo de casos resolvidos por meio de divulgação de fotos, a titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, Cristina Coelli, diz que um dos seus focos é o aumento dos espaços para publicação de fotografias. “É um meio de reduzir o risco de exposição para crianças, idosos e portadores de necessidades especiais, que representam mais ou menos 10% dos casos”, informa a delegada.
As fotos virão no alto da conta da Cemig, no verso, no espaço em que geralmente vem a ilustração de relógios para o caso de medição feita pelo próprio consumidor. No estado, há 1.490 pessoas desaparecidas, conforme registro da polícia civil. Dessas, 174 são crianças e adolescentes e o restante, adultos. Segundo Coelli, 80% dos sumiços são motivados por conflitos familiares e os casos em que há algum tipo de violência não passam de 5%. Só neste ano, 634 pessoas desapareceram no estado, conforme registro da delegacia. Outras 820 foram localizadas. “Quanto mais desaparecidos forem encontrados a partir do reconhecimento das fotos, mais sobra tempo e pessoal para cuidar de outros casos”, informa a delegada.
O gerente de operações Fábio Dimeira, de 31 anos, só localizou o pai Antônio da Costa Mendes porque um passageiro de ônibus em Belo Horizonte reconheceu-o em uma foto publicada no “jornal do ônibus”. “A gente não tinha notícia dele há cinco anos e um dos meus seis irmãos teve a iniciativa de dar queixa na Delegacia de Desaparecidos e divulgar a foto.” O encontro com os familiares ocorreu há oito meses.
Dimeira revela que o pai se separou da mãe e acabou se afastando dos filhos, o que teria resultado na falta total de informação sobre sua localização. Hoje, o pai mora sozinho em uma cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. “O contato está lento ainda, voltando bem aos poucos, mas pelo menos agora a gente sabe que ele está vivo.”
Divulgação
Para Andréa Amaral Soares, uma das coordenadoras do movimento “Onde estão nossas crianças”, de Belo Horizonte, o aumento dos espaços para divulgação das fotos deve ser comemorado, mas há necessidade de mais mudanças. “É preciso acelerar o prazo de investigações porque encontrar ossada não significa caso resolvido”, diz, referindo-se principalmente ao caso do menino Pedro Augusto Santos Prates Beltrão, desaparecido em agosto de 2006, no Centro de BH, quando tinha 11 anos. A ossada dele foi identificada em setembro do ano passado pela Polícia Civil, mas ainda não foram identificados os prováveis assassinos do menor.
O caso está na Delegacia de Homicídios, mas, nos cerca de 13 meses entre o desaparecimento e a identificação da ossada, as investigações foram coordenadas pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas. A titular Cristina Coelli diz que a estrutura atual da delegacia, com nove investigadores, “atende bem as necessidades” e que a ligação da sua área à divisão da polícia de Proteção à Pessoa, neste ano, favoreceu a organização do trabalho. (BM)
Data Nascimento: 25/11/2004
Descrição Física: Branco, cabelos e olhos castanhos
Data de Desaparecimento: 21/11/2007
Circunstâncias do Desaparecimento: A criança vivia sob a tutela da mãe, porém , o pai em uma das visitas levou a criança para passear e contrariando a decisão judicial, desapareceu com ela.
Há uma queixa crime contra Irenildo Vieira dos Santos, pai da criança, que provavelmente esteja no Estado de São Paulo, visto que tem parentes em Aparecida e também na própria cidade de São Paulo.
Subtração de incapaz: Boletim de Ocorrência n.º 3211/2007
Contato: Marilene Cristina Ortmeier
Telefone: (48 ) 32285304
E-mail: ortmeier@pc.sc.gov.br
Localização
Data da Localização: 25/05/2008
Circunstâncias da Localizaçao: Niccolas foi localizado na casa do irmão de seu pai, o qual prontificou-se a levá-lo até a cidade de Aparecida/SP na casa da avó materna. De Florianópolis/SC, a mãe deslocou-se até a referida cidade paulista, onde após o reencontro trouxe Niccolas para a capital catarinense.
Local: Formosa/GO
Fonte:http://www.desaparecidos.mj.gov.br/Desaparecidos/
A Polícia de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, investiga o desaparecimento de uma corretora de seguros de 32 anos, que está grávida de oito meses. Cartazes com a foto da mulher e o telefone do disque-denúncia foram espalhados pela cidade na tentativa de conseguir pistas.
Taciana Barbosa de Carvalho sumiu no dia 11 de maio, dia das mães, e teria sido vista pela última vez perto do terminal de ônibus do bairro Rio Doce.
Familiares, amigos e colegas de trabalho da corretora Taciana Barbosa de Carvalho, 32 anos, realizaram uma nova passeata, na tarde desta sexta-feira (11/07/08), pelas ruas de Olinda, no Grande Recife.
A mobilização, que marcou os dois meses do desaparecimento da corretora, grávida de oito meses, contou com a participação de aproximadamente 500 pessoas. A passeata saiu da Praça Pedro Jorge, em Casa Caiada, e seguiu até o Terminal de Rio Doce.
Quem tiver informações pode ligar para o Disque-Denúncia, no telefone (81) 3421-9595. Não é preciso se identificar.
Família de grávida desaparecida há dois meses pede punição
Sofia Costa Rêgo Especial para o JC OnLine Os familiares da corretora Taciana Barbosa de Carvalho, 32 anos, desaparecida desde o dia 11 de maio, participaram da Vigília pelo fim da violência contra a mulher, realizada pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco na tarde desta terça-feira (29), em Paulista. Já sem esperanças de que ela esteja viva, querem, ao menos, a punição do policial militar Marcos Antônio de Medeiros, principal suspeito de ter seqüestrado a corretora no Dia das Mães. A Polícia Militar já abriu processo para expulsá-lo da corporação. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas, por ameaçar testemunhas durante o inquérito, manter serviço clandestino de segurança privada e por induzir a moça a fazer um aborto. Segundo a mãe de Taciana, Fátima Barbosa, sua filha conhecia Marcos há mais de cinco anos, mas só falou dele para os parentes depois que descobriu a gravidez. “Ele disse que, para o bem dela, era melhor tirar a criança. Ele ligou para ela no Dia das Mães, dizendo que queria lhe dar um presente. No dia seguinte, como ela ainda não havia voltado pra casa, eu liguei para ele e perguntei onde tinha posto minha filha. Marcos disse que só tinha visto Taciana bem rápido e lhe dado uma caixa de chocolates. Na terça, ele apareceu na minha casa dizendo que nunca teve relação sexual com ela. Nós não acreditamos mais na possibilidade de ela estar viva, mas temos fé na justiça para que ele perca a farda e seja julgado como civil, sem benefícios”, disse Fátima. De acordo com o irmão de Taciana, Valdemir Barbosa, essa não foi a única vez que o policial foi até a casa da família. “Na quinta-feira, depois que as notícias já estavam correndo na mídia, ele voltou lá dizendo que a gente tinha virado a vida dele de cabeça para baixo. Minha mãe também recebeu ligações anônimas, ameaçando-a de morte. Depois disso, fomos à Corregedoria pedir proteção”, revela. Ele conta que Taciana deixou de sair com Marcos quando soube que ele era casado. “Ele dizia que o filho não era dele, mas ela queria provar que era. Minha irmã era louca para ter um filho, pois já havia perdido dois quando era casada, por aborto natural. Depois que ela soube que estava grávida, passou a fazer tratamento hormonal para conseguir sustentar a gravidez. Ela estava morando sozinha, mas voltou pra casa quando soube da gravidez”, afirma. A coordenadora colegiada do Fórum de Mulheres de Pernambuco, Joana Santos, considera importante a mobilização social puxada pela família da corretora. “O fato de ele ser policial também requer responsabilidade política por parte da instituição. Não é só a polícia que tem que se envolver nesse processo, mas também o Ministério Público, a Defensoria Pública, entre outros. Não é só responder se ela está viva ou não, mas ter uma resposta da justiça para o caso”.
Localizada, com vida, em 03/08/2008 na praia do Recreio dos Bandeirantes/RJ às 18:30.
Desapareceu dia 30/06/2008
Circustãncia do desaparecimento: A adolescente desapareceu a caminho do colégio em Jacarepaguá/RJ.
Contatos:
(21) 2422-2856 falar com Marcia
(21) 9537-0756 falar com Jairo
(21) 9843-2276 falar com Ari
(21) 3087-8432 falar com Ricardo
B.O Nº 032.04695/2008