Pessoas Desaparecidas

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Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) divulga fotos de pessoas desaparecidas

July 17th, 2008 · 3 Comentarios · Desaparecidos

As contas de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que chegam às casas de 6 milhões de mineiros, todos os meses, passam a trazer fotos de pessoas desaparecidas. A cada emissão das cobranças serão duas imagens diferentes. Apesar de não informar qual é o universo de casos resolvidos por meio de divulgação de fotos, a titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, Cristina Coelli, diz que um dos seus focos é o aumento dos espaços para publicação de fotografias. “É um meio de reduzir o risco de exposição para crianças, idosos e portadores de necessidades especiais, que representam mais ou menos 10% dos casos”, informa a delegada.

As fotos virão no alto da conta da Cemig, no verso, no espaço em que geralmente vem a ilustração de relógios para o caso de medição feita pelo próprio consumidor. No estado, há 1.490 pessoas desaparecidas, conforme registro da polícia civil. Dessas, 174 são crianças e adolescentes e o restante, adultos. Segundo Coelli, 80% dos sumiços são motivados por conflitos familiares e os casos em que há algum tipo de violência não passam de 5%. Só neste ano, 634 pessoas desapareceram no estado, conforme registro da delegacia. Outras 820 foram localizadas. “Quanto mais desaparecidos forem encontrados a partir do reconhecimento das fotos, mais sobra tempo e pessoal para cuidar de outros casos”, informa a delegada.

O gerente de operações Fábio Dimeira, de 31 anos, só localizou o pai Antônio da Costa Mendes porque um passageiro de ônibus em Belo Horizonte reconheceu-o em uma foto publicada no “jornal do ônibus”. “A gente não tinha notícia dele há cinco anos e um dos meus seis irmãos teve a iniciativa de dar queixa na Delegacia de Desaparecidos e divulgar a foto.” O encontro com os familiares ocorreu há oito meses.

Dimeira revela que o pai se separou da mãe e acabou se afastando dos filhos, o que teria resultado na falta total de informação sobre sua localização. Hoje, o pai mora sozinho em uma cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. “O contato está lento ainda, voltando bem aos poucos, mas pelo menos agora a gente sabe que ele está vivo.”

Divulgação

Para Andréa Amaral Soares, uma das coordenadoras do movimento “Onde estão nossas crianças”, de Belo Horizonte, o aumento dos espaços para divulgação das fotos deve ser comemorado, mas há necessidade de mais mudanças. “É preciso acelerar o prazo de investigações porque encontrar ossada não significa caso resolvido”, diz, referindo-se principalmente ao caso do menino Pedro Augusto Santos Prates Beltrão, desaparecido em agosto de 2006, no Centro de BH, quando tinha 11 anos. A ossada dele foi identificada em setembro do ano passado pela Polícia Civil, mas ainda não foram identificados os prováveis assassinos do menor.

O caso está na Delegacia de Homicídios, mas, nos cerca de 13 meses entre o desaparecimento e a identificação da ossada, as investigações foram coordenadas pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas. A titular Cristina Coelli diz que a estrutura atual da delegacia, com nove investigadores, “atende bem as necessidades” e que a ligação da sua área à divisão da polícia de Proteção à Pessoa, neste ano, favoreceu a organização do trabalho. (BM)

Fonte: Portal Uai

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Comentários:

  • 1 Dade // Jul 18, 2008 às 6:57 am

    Que ótima notícia!Tomara que se estenda para outros Estados.
    Dade

  • 2 lucas guerriro // Aug 15, 2008 às 3:30 pm

    quero q bote fotos d pessoass desaparecidas em minha comunidade ,,,quero ajudar d alguma forma ok

  • 3 lucas guerriro // Aug 15, 2008 às 3:33 pm

    minha comunidade e d crianças desaparecidas ok quero ajudar d alguma forma,,,,ela esta aberta para nao membros,,,ok

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